quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A noite.



O tempo vai passando e aos poucos eu vou me transformando, naquilo que eu sabia que iria me transformar.  Eu só não sabia quando aconteceria e o que eu sentiria com isso tudo.

Eu acho que é hora de trocar os velhos discos, as velhas camisetas, as velhas frases feitas, de maneirar nas cervejas solitárias antes da meia noite, dos cigarros frios escondidos no banheiro.  Hora de se recompor, por que assim não dá. Estou a uma passo de um surto psicótico.  De pular do prédio. De acabar com a sorte. 

Autoria: Simone Cajá

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